A obra do Inhotim escolhida pelo grupo foi "Cosmococas".
Cosmococas é o nome dado por Hélio Oiticica e Neville d’Almeida a uma
série de obras datadas de 1973, que constituem ambientes sensoriais com
projeção de slides, trilhas sonoras e diversos elementos táteis. As
obras relacionam-se com a ideia de “Quasi-Cinema”, desenvolvida por
Oiticica e D’Almeida, que pretendia investigar a relação do público com a
imagem-espetáculo. A série tornou-se referencial para a arte
contemporânea. Em Inhotim, as cinco Cosmococas – Trashiscapes, Onobject,
Maileryn, Nocagions e Hendrix-War – são exibidas num
pavilhão projetado especialmente para recebê-las.
O projeto do prédio é do escritório Arquitetos Associados, de Belo
Horizonte, que também criou a nova galeria de Miguel Rio Branco e já
tinha assinado o complexo educativo de Inhotim. Erguido como um labirinto – ao mesmo tempo imagem e processo na obra
de Hélio Oiticica – o pavilhão tem uma área central interna que é quase uma praça e
convida o visitante a entrar em cada sala onde estão os trabalhos.
Visão do exterior da galeria:
Visão interna da galeria:
Salas:
CC1 "Trashiscapes"
CC2 "Onobject"
CC3 "Maileryn"
CC4, "Nocagions"
CC5 "Hendrix-war"
As imagens projetadas (capas de jornal, disco, livro) foram retocadas
com cocaína, plagiando as linhas de contorno de rostos contraculturais
(Luis Buñuel, Yoko Ono, Marilyn Monroe, Jimi Hendrix). Essas imagens
modificadas tornaram-se públicas num momento de violência do tráfico de
drogas. A cocaína foi tomada como pigmento, mas também era usada na
trilha da ideologia libertária dos anos 60/70, contra as convenções
burguesas, como elemento transgressor. Apesar de o próprio nome
cosmococa já fazer referência à droga, Neville diz que eles quiseram
usá-la como um mero pigmento: "Ela era uma droga mas passou a ser apenas
um pigmento branco. Alguém por acaso quer saber a marca da tinta de uma
quadro?"









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